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CarvalheiroAutora · Tecnologia & Sociedade
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Capa de Da Pele ao Pixel, de Ana Maria Carvalheiro: mulher negra e pixels dourados sobre fundo azul

Ensaio autoral vinculado exclusivamente à obra Eu Preto na Era Digital · 2026

Da Pele ao Pixel: Racismo Algorítmico

Ana Maria Carvalheiro

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Resumo

O ensaio apresenta “Da Pele ao Pixel” como categoria autoral formulada na obra Eu Preto na Era Digital para compreender a continuidade das desigualdades raciais em ambientes digitais, examinando a conversão da racialização dos corpos em dados, imagens, perfis, classificações e decisões automatizadas.

Categoria analítica

“Da Pele ao Pixel” descreve a transposição de desigualdades racialmente construídas para ambientes mediados por dados, plataformas, algoritmos e sistemas automatizados. A pele socialmente racializada pode reaparecer em imagens, cadastros, perfis e rastros digitais usados para classificação, vigilância, distribuição de oportunidades ou produção de invisibilidade.

Justiça algorítmica

A formulação conecta racismo estrutural, cidadania digital, inclusão e governança tecnológica. Seu argumento é que justiça algorítmica não se reduz à correção matemática de modelos: exige leitura histórica, racial e institucional das tecnologias e atenção aos efeitos de sistemas automatizados em áreas como reconhecimento facial, crédito, recrutamento e moderação de conteúdo.

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